Cunha arrola Temer e Lula como testemunhas no processo em que é réu junto com amigos do presidente

Ex-deputado, preso na Lava Jato, também arrolou ministros do governo Michel Temer e parlamentares no processo em que políticos do MDB e amigos do presidente respondem por organização criminosa.
14/09/2018 às 8:59

O ex-deputado Eduardo Cunha, preso na Operação Lava Jato, arrolou o presidente Michel Temer e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como testemunhas de defesa na ação penal em que é réu por formação de organização criminosa.

O processo foi instaurado em 2017, depois que o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o presidente Michel Temer por organização criminosa. Segundo a PGR, um grupo de políticos do PMDB (atual MDB) se organizou para desviar recursos da Petrobras e de outros órgãos do governo. No caso de Temer, a denúncia foi barrada pela Câmara e teve o andamento suspenso. Mas, em relação aos demais denunciados, não.

Nesse processo também são réus amigos do presidente Michel Temer: João Batista Lima Filho, ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo; o advogado José Yunes, ex-assessor de Temer; e o ex-deputado e ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures.

Ao todo, a defesa de Cunha arrolou 35 testemunhas. Além de Temer e Lula, Cunha também listou políticos do MDB como o presidente do Senado, Eunício de Oliveira; o senador Romero Jucá; Tadeu Fillipelli, ex-assessor especial de Temer; além de políticos do PT (o ex-ministro Guido Mantega, o ex-deputado Cândido Vaccarezza e o ex-presidente da Câmara Arlindo Chinaglia).

A lista de testemunhas faz parte da resposta da defesa à acusação – é o momento do processo em que os réus se pronunciam sobre as acusações contra eles.

O Ministério Público Federal afirma que os réus participaram de um esquema de desvio de dinheiro público e que existem “robustos elementos que apontam que eles integraram uma organização criminosa”.

G1





Leia Tambem: