Operação “Laranjas”: MP desmonta esquema de lavagem de dinheiro

17/05/2019 às 13:21

O Ministério Público do Ceará (MPCE), por meio Núcleo de Investigação Criminal (Nuinc) e com o apoio Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (COPOL), da Secretaria da Segurança Pública do Estado, e da Polícia Civil, deflagrou, na manhã desta sexta-feira (17/05), uma operação para desmontar um esquema de lavagem de dinheiro que era comandado de dentro dos presídios e contava com a participação de dezenas de “laranjas”.

A ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão em Fortaleza, Quixadá, e em São Paulo. Um dos alvos de prisão preventiva é o homem apontado como líder do esquema, Cláudio Aritana. Ele deixou a CPPL 5 em julho de 2017 após ser beneficiado por livramento condicional. Fugiu para São Paulo e lá foi preso outra vez, depois de cometer novos crimes.

Em São Paulo, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na casa da amante de Cláudio Aritana, apontada como uma das “laranjas” do esquema de lavagem de dinheiro.

Em Fortaleza, o alvo foi o escritório de um despachante no Centro que funcionava como um cartório clandestino. Segundo as investigações, o responsável trabalharia para o grupo na elaboração de escrituras públicas dos imóveis adquiridos e registrados em nomes de “laranjas”.

Em Quixadá, o mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa de uma ex-amante de Cláudio Aritana, identificada pelo Ministério Público como uma das operadoras do esquema criminoso.

Cláudio Aritana cumpriu 15 anos de pena nos presídios do Ceará. Ele respondia por estupro, estelionato e extorsão. De dentro da cadeia, comandava vários apenados que aplicavam estelionatos por telefone e vendiam drogas e celulares dentro de presídios em Pacatuba e Itaitinga.

 De acordo com as apurações do Nuinc, com o dinheiro obtido por meio dos crimes, Aritana adquiriu 10 apartamentos, dois veículos, uma casa lotérica, várias joias; e movimentou cerca de R$ 4 milhões nas contas de quatro amantes, que atuavam como “laranjas”, e de outras dezenas de pessoas interpostas.

A primeira fase da Operação Laranjas foi concluída com o recebimento da denúncia contra 11 integrantes da associação criminosa pela 1ª Vara Criminal de Fortaleza por 14 crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa. A Justiça também determinou a indisponibilidade dos 10 apartamentos e dois veículos adquiridos pelo grupo, visando garantir um futuro confisco dos bens em favor do Estado do Ceará.

As informações contidas nos documentos e objetos apreendidos e acessadas com a quebra dos sigilos telefônicos, bancários e fiscais serão analisadas para o empreendimento de novas fases da Operação.

Operação Mecenas

Esta ação é o desdobramento da Operação Mecenas, que foi deflagrada em março de 2018 e apurou denúncias de corrupção dentro do sistema penitenciário. Foram apreendidos, na época, drogas, aparelhos celulares, documentos e medicamentos de uso controlado com efeito psicotrópico.

Fonte. MPCE.





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