PF faz operação para investigar supostos crimes eleitorais

10/10/2018 às 21:52

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (10) três ações simultâneas para investigar crimes relacionados às eleições de 2018.

De acordo com as investigações, os envolvidos foram identificados a partir de monitoramentos de vídeos que circularam em redes sociais na internet relacionados à votação do último domingo (7). A operação desta quarta foi a primeira a partir do rastreamento de redes sociais.

Em um dos vídeos investigados, um eleitor aperta os botões da urna eletrônica de votação com uma pistola.

Agentes cumpriram mandados de busca e apreensão no Paraná. A PF também desencadeou ações em São Paulo e Sergipe.

A PF investiga supostos crimes de violação de sigilo do voto e porte ilegal de arma no Paraná. Em Sergipe e São Paulo as investigações envolvem suposta incitação de crime contra candidatos.

Arma de brinquedo

Durante a operação desta quarta, a PF apreendeu no Paraná o celular de Maykon Santana Anibal e a arma que ele usou na urna, que é de brinquedo. Na hora de votar, Maykon usou a ponta da arma para pressionar os botões da urna.

Neste caso, a PF vai investigar quebra do sigilo do voto. Gravar a escolha na urna é proibido pela lei eleitoral.

Em Sergipe e São Paulo, a PF intimou duas pessoas que postaram mensagens ameaçadoras envolvendo os candidatos Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).

Os suspeitos neste caso serão investigados por incitação ao crime, por causa das postagens com mensagens ameaçadoras – que chegaram a ser apagadas, mas foram recuperadas pela perícia.

Investigação

O monitoramento de vídeos nas redes sociais é um dos focos do Centro de Comando e Controle da Polícia Federal no processo eleitoral.

Para chegar aos autores das postagens a PF usou uma técnica específica. A partir do vídeo postado por Maykon, os policiais identificaram as características faciais dele e compararam com as fotos em bancos de dados oficiais, usando técnicas precisas como avaliaçao de cicatrizes, saliencia de ossos, rugas – que permitem a indentificação.

Segundo Guilherme Torres, delegado da Diretoria de Inteligência da PF, seria possível identificar o enevolvido mesmo se fosse um vídeo de alguém que não mostrasse o rosto.

“Até mesmo uma mão que tiver segurando uma arma, por exemplo, a gente tem condição de comparar aquela mão da postagem com a mão que apareceu na foto oficial”, disse.

“Todas as ações da internet, assim como no mundo real, elas tem consequências. E a PF mantem esse monitoramento em redes sociais abertas e a gente utiliza ferramentas que possibilitam identificar pessoas”, conclui o delegado.

Fonte: G1





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