Vaiado em Crato, Pedro Bezerra vê intolerância a Bolsonaro após aprovar Previdência

15/07/2019 às 17:16

Ainda na pré-campanha em 2018, especulava-se qual dos filhos de Arnon Bezerra (PTB), prefeito de Juazeiro do Norte, seria escolhido para disputar a cadeira que foi do pai na Câmara dos Deputados.

Os irmãos Pedro Bezerra e Isabela Geromel aguardavam a decisão e pareciam pretensos a aceitar o pleito, que no fim foi dado ao filho, até então pouco participativo e sem experiência política. Neste domingo (14), em Crato, o deputado estreante amargou a primeira vaia.

Eleito com 119.030 votos, Pedro foi alçado ao cargo em Brasília sem nunca ter disputado nenhuma eleição. Tinha muito o que aprender com a experiência do pai que por 21 anos exerceu mandato na Casa.

Domingo, no palanque para abertura da 68ª Feira Agropecuária de Crato, tradicional por reunir políticos, passou pelo primeiro teste com o eleitor após votar favorável à reforma da Previdência na última sexta-feira (12). Até então sem maiores problemas em aparecer para o povo, Pedro foi vaiado pelo posicionamento e o clima tornou-se hostil.

Ao lado do governador interino José Sarto (PDT), do deputado federal Jose Guimarães (PT) e deputado estadual Fernando Santana (PT) – todos contra a reforma-, Bezerra foi posto à prova e precisou de jogo de cintura para contornar a situação.

Esse foi o primeiro grande teste do novato na Câmara. Político de primeira viagem, aos 38 anos viu a reação imediata no seu reduto eleitoral após uma decisão tomada em Brasília. Em defesa, o parlamentar argumenta que o projeto aprovado não é o mesmo proposto pelo governo Bolsonaro.

Há ressalvas, sim, ao texto final. Ocorre que, para o público do Ceará que deu apenas 21,74% dos votos ao presidente eleito, ter a mínima aproximação com o que é apresentado pela equipe de Bolsonaro é suficiente para a pecha de “traidor”, um rótulo nada interessante para quem ainda está se acostumando a ser chamado de deputado.

 

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