Lei anticrime deve ser votada ainda no primeiro semestre

Sérgio Moro e Rodrigo Maia posam para foto após apresentação do pacote anticrime, em fevereiro deste ano (Foto: Reprodução/ Diário do Nordeste)
27/03/2019 às 8:31

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), adotou um tom de reconciliação ontem (26), após uma semana de tensão com o Governo Bolsonaro, e sinalizou para uma votação ainda no primeiro semestre do projeto de lei relacionado ao combate ao crime organizado do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

O aceno positivo do parlamentar sucede uma série de declarações fortes de lado a lado sobre a tramitação do projeto no Congresso e o tom crítico de nomes ligados ao presidente Jair Bolsonaro contra Maia nas redes sociais.

Questionado sobre quando seria possível votar o projeto, Maia indicou possibilidade de acontecer ainda no primeiro semestre. “Por que (votar) no segundo semestre? Pode ser no primeiro”, disse.

Segundo ele, pode não ser necessário utilizar todo o prazo de 90 dias dado para o grupo de trabalho realizar debates e unificar diferentes propostas apresentadas em um só projeto. Rodrigo Maia acrescentou que é possível que o texto siga direto ao plenário se houver acordo entre os partidos. “Se for para votar um bom texto, o que interessa é o tempo do bom trabalho dos deputados, com juristas e com o Executivo”, disse.

Internamente, porém, o indicativo na Câmara é que a base será o projeto proposto pela comissão de juristas encabeçada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Grupo de trabalho

O presidente da Câmara participou, na manhã de ontem, de uma parte da primeira reunião do grupo de trabalho que formou para discutir as propostas de Moro e de Moraes. Só o ministro do Supremo foi convidado. Maia, no entanto, disse que já falou com o ministro da Justiça e o convidou para uma segunda reunião do grupo ainda nesta semana.

“Não tem problema nenhum, vocês estão fazendo fofoca. A primeira reunião é do grupo de trabalho com os representantes do CNJ. O grupo de trabalho foi construído para isso (debates). A segunda reunião é com o Moro e quantas reuniões que ele quiser fazer no nosso grupo para colaborar, falando do projeto e da importância dele. Vamos estar juntos trabalhando”, disse Maia após a reunião.

Diário do Nordeste





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