Março terminou com oito homicídios em Juazeiro e o ano é 36% mais violento

Edson foi morto a tiros no bairro São José, enquanto Bruno foi assassinado a facadas no bairro Monsenhor Murilo e Rogério no Pirajá (Foto: Reprodução/Redes sociais)
05/04/2019 às 9:04

Com oito homicídios em sete diferentes bairros, Março teve a mesma quantidade de assassinatos na comparação com fevereiro representando garantindo uma igualdade nos últimos dois meses na matança em Juazeiro do Norte. Já na comparação com março de 2018 foi o dobro, porquanto o terceiro mês do ano passado teve apenas quatro assassinatos.

Segundo levantamento do Site Miséria, em março, os bairros onde houve o registro de homicídios foram Antonio Vieira (2) e os demais no Monsenhor Murilo, Frei Damião, São José, Pirajá, Vila Fátima e João Cabral. No acumulado do ano os bairros Pedrinhas e Frei Damião lideram como os mais violentos com três homicídios cada ou 12%, individualmente, da matança em Juazeiro.

Os três primeiros meses de 2019 fizeram o ano começar mais violento já que, em 2018, eram 16 homicídios contra 25 este ano ou nove a mais representando um crescimento na ordem de 36% na violência. Eis a relação dos homicídios registrados no decorrer do mês passado em Juazeiro:

Dia 01 – Bruno Pinheiro Marques, de 29 anos, que residia na Rua Damião Quirino da Silva do Loteamento Oasis (Bairro Monsenhor Murilo) e trabalhava como vigilante. Ele teve o corpo encontrado num matagal naquela área de Juazeiro apresentando uma profunda perfuração à faca no pescoço.

Dia 03 – Edinaldo Andrade Pereira, de 35 anos, que residia na Rua Maria Hatsel perto do viaduto no Bairro Antonio Vieira, foi morto a tiros na porta de sua casa por um homem que se aproximou à pé no caso de um duplo homicídio já que Cícero Araújo dos Santos, de 50 anos, também foi atingido e morreu. Edinaldo era testemunha de um crime por porte ilegal de arma de fogo.

Dia 03 – Cícero Araújo dos Santos, de 50 anos, que residia na Rua Samuel Barbosa (Antonio Vieira) foi a outra vítima do caso de duplo homicídio anterior. Ele figurava em processo como testemunha de uma tentativa de homicídio em junho de 2016 no Juazeiro.

Dia 06 – Arturzinho Alves de Medeiros, de 29 anos, que residia no bairro Frei Damião, foi morto a tiros e facadas na Rua Luiz de Freitas Roque naquele bairro. Ele era vendedor e tinha enveredado pelo uso de drogas. Arturzinho nasceu em Belém do Brejo do Cruz (PB) para onde o corpo foi levado pelo irmão que veio a Juazeiro.

Dia 08 – Edson da Silva Santos, de 24 anos, que residia em Araripe, foi morto a tiros por dois homens numa moto dentro de seu Voyage de cor branca quando trafegava pela Avenida Padre Cícero (São José), momentos após sair do DETRAN. Ele era suspeito de um homicídio e envolvimento com o tráfico de drogas.

Dia 15 – Rogério da Silva Alves, de 36 anos, que residia na Rua Joaquim da Rocha (Pirajá) e era vendedor de jóias, foi morto com um tiro na coxa enquanto bebia na calçada da casa de sua irmã no trecho entre as ruas Capitão Coimbra e Avenida Paraíba naquele bairro. Uma pessoa ali chegou e saiu após discussão com o mesmo. Pouco depois, retornou com uma arma e já foi atirando.

Dia 16 – Manoel Messias Araújo dos Santos, de 40 anos, o “Cruel” que residia no bairro Vila Fátima, foi morto a facadas na Avenida Carlos Cruz naquele bairro por Raimundo Trajano da Silva, de 55 anos, que foi preso. Ele disse que estava bebendo e a vítima chegou o empurrando quando sacou a arma e o esfaqueou. Falou ainda que já tinha sido ameaçado pelo mesmo e não estava arrependido do crime.

Dia 18 – Leonardo Rodrigues Araújo, de 19 anos, que residia na Rua José Paracampos (João Cabral), foi morto a tiros no cruzamento da Rua da Paz com a Avenida da Chesf, por trás do Flores Motel naquele bairro por dois homens que fugiram à pé.


Miséria.





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