Terra volta a tremer no Sertão Central e gera prejuízos para moradores

Apesar de os tremores serem considerados de baixa magnitude, as paredes de algumas casas estão começando a rachar (Foto: Reprodução)
27/03/2019 às 8:47

Dessa vez começou a rachar, foi como moradores de Passagem se referiram aos abalos sísmicos que vêm ocorrendo naquela localidade rural de Quixeramobim, na divisa com os municípios de Boa Viagem e Madelena. Quem mora nas localidades afetadas quer explicação sobre o fenômeno natural. A maioria está começando a se assustar. Temem tremores mais fortes e até o desabamento das suas casas.

Morador de Fogareiro, onde também fica situada a vila de São Joaquim, Evilândio Nunes, afirma que os estrondos estão sendo cada vez mais altos. O desta manhã, do qual ainda não se sabe a magnitude, pode ser ouvido a 20 Km de distância. São semelhantes a trovões. A expectativa era de cessarem, mas a cada dia aumentam, deixando os moradores de dezenas de localidade aflitos. “Hoje, paredes e o chão começaram a rachar, me informaram amigos de outras localidades“, acrescentou.

O coordenador da Defesa Civil de Quixeramobim, Paulo Gustavo, onde está localizado o epicentro das atividades sísmicas (São Joaquim) informou nesta quarta-feira (27), ele, os representantes da Defesa Civil dos outros dois municípios, ainda um especialista em sismologia da Defesa Civil do Ceará e técnicos do Laboratório Sismológico (LabSis) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) se reunirão com os moradores das comunidades afetadas em São Joaquim.

Paulo Gustavo acrescentou que desde o início dos tremores, no dia 17 passado, os moradores estão recebendo orientação e até assistência psicológica. “Nesses nove dias o LabSis já detectou mais de 100 abalos, todos de magnitude baixa. Para esclarecer melhor e confirmar se há riscos a Defesa Civil do Ceará vai instalar amanhã quatro estações sismográficas na região“, completou.

Causas

Tremores de terra são comuns no Ceará. Segundo o Laboratório de Sismologia da UFRN, esses abalos ocorrem devido a fossas subterrâneas que estão constantemente em atividade sismológica. Elas são ligadas ao encontro das placas tectônicas no Oceano Atlântico, que ligam a América do Sul ao continente africano, explicam os especialistas.

Fonte: Diário do Nordeste





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